Quando a latência de cauda sobe, a reação padrão é adicionar máquina. Funciona o suficiente para esconder a causa e custa o suficiente para aparecer na fatura.
Três meses depois o sistema está mais lento e a conta está maior, porque a máquina extra não corrigiu o retry que amplifica a carga no pico, o pool de conexões que satura antes da CPU, nem a chamada entre regiões que entrou num caminho quente sem ninguém notar. O provisionamento virou o curativo permanente de um bug que ninguém foi procurar.
São os mesmos dois sintomas de uma causa só: ninguém sabe com precisão o que a máquina está fazendo. A maioria dos times trata o computador como caixa-preta — e paga por isso duas vezes, em segundos e em reais.